Cuidado com a “Espiritificação” generalizada

… , pessoal, menos, menos, menos,…

A falta de instrução adequada e precariedade cultural levam um grande número de técnicos em terapias complementares, esotéricos e médiuns de centros e casas espíritas a agirem impensadamente. Radicalismo, prepotência, precariedade do aprendizado, ineficiência de conhecimento e preconceitos, os limitam, comprometendo seus procedimentos em análises e anamineses, e os disparates nos diagnósticos e correções inadequadas comprometem sobremaneira seus clientes. A “espiritificação” é um dos inúmeros deslizes cometidos por “terapeutas e sensitivos”.

A PRECARIEDADE DO ACADEMISMO “ROBOTIZADO”

Uma das ocorrências que levam pessoas a procurarem o “alternativo”

Com a precariedade dos atendimentos nos centros médicos, em geral, onde o que importa é o número de pacientes atendidos e não a qualidade do atendimento, um número muito grande de pessoas, pacientes impacientes, não tem um diagnóstico adequado de suas enfermidades e as correções sugeridas não são eficazes. A conduta de vários profissionais é mais na base da tentativa do acerto e erro do que da objetividade, mostrando um despreparo no trato com a individualidade dos seres humanos. Os doutores que diagnosticavam as patologias de seus pacientes e depois as confirmava mediante o resultado de exames, não existem mais, hoje os médicos não são qualificados para agirem assim. Que saudades dos médicos das famílias!

O desgaste do vai e vem dos incautos enfermos a hospitais e clinicas que oferecem profissionais ainda desqualificados, residentes precariamente formados por um sistema de ensino ultrapassado a caminho da falência, é insano. Os doutores mais perecem estarem avaliando um robô do que uma pessoa, pois, grosseiramente presumem que as patologias atuam de forma igual a todos os enfermos, não respeitando a individualidade de cada corpo humano, e os diagnósticos são feitos pelas máquinas.

Estimulados pela decepção por receberem resultados genéricos ou pela ineficiência e alto custo dos tratamentos, os sofredores enfermos, cada vez mais, procuram recursos outros que não os acadêmicos na esperança de encontrarem soluções para suas patologias.

Ai é que o bicho começa a pegar!!!

Sem querer generalizar e preservando os técnicos que tem bom senso, ética e se dedicam periodicamente a adquirir mais e melhor qualificação, é muito comum sabermos de atuantes nas disciplinas das terapias holísticas que seguem cartilhas ultrapassadas. “São adeptos de conceitos que não se aplicam mais a atualidade e os cabresteiam”, limitando seus conhecimentos, comprometendo a qualidade de seus serviços e impedindo seu crescimento cultural humano, almal e espiritual.

Antes que um técnico em terapias holísticas se ache apto a atender pessoas para interferir em sua saúde e psique é importante que avalie sua capacidade e conhecimento básico em anatomia, biologia, fisiologia e patologias para que não venha a cometer disparates, cabe também ter conhecimentos sobre psicologia e espiritualismo. “Não esqueça que um terapeuta vai interferir na saúde física, emocional e talvez espiritual de pessoas” que não são bonecos inanimados, possivelmente trazendo consigo traumas e desilusões de atendimentos anteriores mal sucedidos.

Isto não quer dizer que o terapeuta terá que atuar como um “doutor sabe tudo”, com poderes supremos, seria um despropósito e poderia induzi-lo a ser antiético, simplesmente o qualificaria para assumir com realismo, segurança e objetividade seu trabalho, respeitando a si e seus clientes.

“… à matéria o que é da matéria, ao espírito o que é do espírito…”

Em certos aspectos a citação pode ser considerada correta, porem estou me referindo a “HOLISTICA” que envolve o corpo humano sua alma, o espírito, e seu habitat, desta forma deve ser observado e analisado como um todo, com muita responsabilidade e seriedade e as correções sugeridas devem ter a pluralidade necessária.

Agora sim entraremos no assunto citado no título da matéria.

É estressante e desconfortável ouvir pessoas relatarem que ao procurarem um terapeuta complementar, um sensitivo ou médium espírita, queixosas de dores no pescoço e nas costas, foram orientadas a tomarem banhos de limpeza espiritual e fazerem trabalhos, pois se tratava de obsessão. Frustradas pelo insucesso das correções sugeridas procuraram um profissional quiropata que com manobras adequadas sanou o problema. Eu usei o plural por serem muitas as pessoas com sintomas semelhantes que passaram por orientadores diferentes e tiveram o mesmo diagnóstico. A incompetência e ignorância ou a safadeza, gerou a Espiritificação”.

Outro caso semelhante, cujo “terapeuta” “espiritificou” o sintoma e lhe indicou correções inadequadas e ineficazes, fez com que o doente procurasse um profissional em ortopedia que lhe sugeriu como forma corretiva, a troca do travesseiro que estava velho, desgastado e inadequado para acomodar seu pescoço e cabeça o que provocava má postura, estressava a musculatura e enervações; a enfermidade foi corrigida e o espírito sumiu. (será que estava instalado no travesseiro?)

O Sr. José de tal, sem procurar um doutor em gastroenterologia, optou por uma senhora espírita curadora que recebia um “pai fulano”, para resolver seus problemas estomacais que geravam dores insuportáveis. Seu diagnostico? – Estava sendo sugado energeticamente, em seu plexo, por um espírito doente que o acompanhava há anos. Solução: chás variados, banhos de limpeza espiritual, trabalhos para iluminar a entidade, abster-se de sexo por sete dias e acender velas para seu anjo da guarda. Após se passarem vinte e um dias de resguardo, o que lhe fora orientado, estaria curado. Sem ter conseguido se livrar do problema, foi levado por sua esposa a procurar um médico que constatou ulcerações estomacais. Após algumas seções de acupuntura que atenuaram os sintomas, foi submetido a um processo cirúrgico que corrigiu o problema. A “Espiritificação” adiou a correção adequada.

Seria prolixo descrever outros casos envolvendo pessoas com síndrome de pânico, distúrbios obsessivos compulsivos, dislexia, pessoas que produzem somatizações, desequilibrados psicóticos e outros casos, que são orientadas erroneamente por inaptos e incultos.

Não quero com isso decretar que todos os terapeutas complementares, espiritualistas ou sensitivos hagem de forma irresponsável, inconveniente e são despreparados, porém a quantidade de “entendidos em espiritualidade, esoterismo e terapias holísticas que estão pisando no tomate é muito grande”, e comprometem os trabalhos dos profissionais competentes.

É óbvio que um grande número de pessoas com patologias físicas criam possibilidades de fragilizarem sua aura, desequilibrando-a ionicamente, a ponto de permitirem a atuação e interferências energéticas, de fenômenos extra físicos, e até envolvendo entidades doentes ou malignas inteligentes. O importante é que se tenha cultura adequada para saber diferenciar um problema físico de saúde em uma pessoa, decorrente de origem extra física ou não. (implantes espirituais)

O que me leva a abordar este assunto citando comportamentos viciosos impróprios, inadequados, e irresponsáveis não é só a quantidade de “terapeutas” que os tem, é também por não se auto corrigirem.

A “Espiritificação”, termo crido por mim; pelo menos nunca havia ouvido ou lido antes de ter usado, está sendo aplicada até para justificar incompetência administrativa e empresarial, incapacidade profissional, inadequação ao mercado de trabalho, incompatibilidade de gênios entre irmão, parentes, casais, escolha do segmento profissional errada, etc.

Este disparate deve ser corrigido imediatamente pelos usuários deste expediente, seja por ignorância ou má fé, pois a vigilância das pessoas e dos perseguidores dos segmentos terapêutico holístico, alternativo e espiritualista é cada vez maior, comprometendo significativamente os que se qualificaram e trabalham com seriedade.

Os falsos formadores de opinião, pensadores radicais, ignorantes incultos que avaliam estes indivíduos tem o péssimo hábito de generalizar suas atitudes. A mídia sensacionalista age e reage convenientemente visando somente os lucros financeiros. Comprada, tenta destruir conceitos paracientíficos, metafísicos, espiritualistas, consolidados há décadas, sem avaliações querentes e fundamentadas, passando por cima do bom senso e tendo apenas o objetivo de denegrir o que não quer compreender e aceitar como verdade. Se vende a grandes grupos e criam reportagens e programas para comprometer a seriedade dos segmentos alternativos e dos estudos e pesquisas que os consolidaram de forma irrevogável.

Não seja um “Espiritificodor”, reveja seus conceitos, aculture se, qualifique se, não adie as possibilidades de adquirir uma nova conduta, só terá a acrescentar ao seu currículo.   

J.O.CAFARELLI é diretor do Instituto Mahat – clinica holística e produtos.

Fundada em 1984 na zona norte de São Paulo-(26 anos)

Estuda e pratica a Paraciencia, Espiritualidade, Fenômenos Extra Físicos, Psicoenergética, e Radiestesia há 42 anos – Especialista em Análises e Correções Energéticas Abstratas Ambientais (Energy Cleaning) – Orientador Comportamental – Metafísico e Ser Humano Habitante do Planeta Terra.

Membro atuante e consultor da ABRAD

WWW.institutomahat.com.br

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